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Gestão de Projetos no mundo PD&I

Por: Sérgio Pinto

(03 set 2019)

Durante os últimos 14 anos gerenciei projetos no mercado de TI para diversos setores da economia (bancos, empresas de telecom, governo, etc). Invariavelmente, o mercado tem grande expectativa quanto à gestão, controle e geração de resultados para os projetos contratados. Esta expectativa é gerenciada principalmente via contrato, que determina com o máximo possível de detalhes as entregas, resultados e limites que ajudam a mitigar o risco entre as partes.

Nos últimos 3 anos, encontrei o desafio de trabalhar no mundo de PD&I, mais precisamente, no VIRTUS. Ao contrário do mercado convencional, as demandas por soluções complexas trazem desafios de gestão que se iniciam no estabelecimento do contrato. Por exemplo, o escopo é muito abstrato no início e volátil durante o projeto: gerar inovação passa por testar conceitos nunca antes testados, enfrentar desafios tecnológicos e, claro, abraçar o alto risco. Tem-se obrigatoriamente mais foco no relacionamento com o parceiro do que no contrato estabelecido com ele.  

O modelo de negócio no mundo de PD&I também é particular, principalmente em se tratando do ambiente público no qual estamos imersos. Uma série de obrigações de lei e um alto grau de conformidade é exigido para a execução de projetos. Empresas demandam a entrega técnica, como se estivessem contratando um serviço comum, mas precisamos garantir além da inovação do resultado, forte adequação às diretrizes dos órgãos de controle, auditoria e fomento.

Utilizando uma abordagem bottom-up, realizamos um processo introspectivo para medirmos a nossa maturidade na área de gestão. Durante 12 meses realizamos ações de treinamento, revisões de lições aprendidas, mapeamento e decomposições dos problemas, análises quantitativa e qualitativa de projetos, feedback com clientes e principalmente entrevistas com nosso corpo técnico. Como resultado, ficou o desafio de definir um novo modelo de gestão para o ambiente PD&I. Isso nos motivou a desenvolver uma customização da área de Gerenciamento de Projetos e Processos consonante com esse novo modelo. À luz das metodologias de gerenciamento de projeto (PMI, SCRUM, KABAN, etc), customizamos e criamos o modelo VIRTUS.

O Modelo de Gestão VIRTUS é orientado a riscos, apesar de permearmos por outras áreas da gestão (cronograma, escopo, qualidade, custos, stackeholders, aquisição, etc). É nos riscos que concentramos as maiores ações. Nossa análise de riscos é orientada aos ativos de informação da organização. Os ativos são todas as informações de valor para o negócio que podem influenciar nossos projetos, seja afetando uma entrega técnica, gerando violação de conformidade, causando problemas para as equipes, disponibilidade e/ou confidencialidade. Em posse dos ativos de informação, criamos ferramentas de software com todo o modelo de negócio e finalmente obtivemos nossos primeiros indicadores com possibilidade de realizar PDCA sobre todo o processo.

Hoje o VIRTUS, além da competência na concepção de projetos inovadores e disruptivos, também se apresenta como modelo de referência para gerir negócios de PD&I com qualidade e dinamismo, o que corrobora com os resultados que a indústria demanda. Estamos certos de que podemos contribuir ainda mais para área de inovação do Brasil, não só com os resultados dos projetos, mas também com novas formas de executá-los com sucesso.

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